MULHER

Saúde
Proteção desde sempre

O desenvolvimento da ciência trouxe muitas informações sobre os efeitos positivos e negativos do sol em nossa vida.

Sabemos hoje que ele é fonte de saúde e energia, ajuda a fixar as vitaminas e sais minerais em nosso organismo, gera prazer e relaxamento. Sabemos também que, para obter somente seus efeitos benéficos, devemos evitar a exposição excessiva aos raios solares no período entre 10h e 16h.

Mas a proteção solar é uma prática bem mais antiga e algumas pesquisas mostram que este cuidado já fazia parte do cotidiano da humanidade, embora de forma rudimentar. A civilização egípcia, por exemplo, usava ativos naturais, como a mamona, para criar filtros solares primitivos. Os gregos tinham uma versão à base de óleo de oliva - ambas as soluções, hoje sabemos, tinham pouca eficácia.

Pele clara, sinal de status

Durante muito tempo, a proteção da pele esteve associada ao status social e econômico. A pele branca e semelhante à porcelana foi, até o final do século XIX, um padrão de beleza adotado por homens e mulheres de posses, até mesmo em países tropicais, influenciados pela cultura européia e pela nobreza da época.

Corpos bronzeados eram identificados com o trabalho braçal da população pobre, que cumpria extenuantes jornadas nos campos e tinha que se submeter ao sol implacável durante todo o dia. Mesmo após a Revolução Industrial, quando as cidades incharam sob o chamado da indústria emergente, ter a pele clara era sinal de posição social. Enquanto nas fábricas os operários suavam sob o calor ardente das caldeiras, fora, os nobres ostentavam uma pele delicada e muito branca - padrão exaltado em contos de fadas.

Bronzeado na moda

Esse modelo vigorou até que a jovem estilista Coco Chanel, ao voltar de um passeio de barco, exibiu seu corpo dourado, surpreendendo a Paris dos anos 20. Iniciava-se aí, timidamente, o hábito de se bronzear. E começavam também pesquisas mais elaboradas para proteger a pele dos raios solares.

Corria o ano de 1938 quando o cientista austríaco Franz Greiter apresentou seu conceito de Fator de Proteção Solar (FPS), hoje tão familiar a todos nós. Seu produto, o “creme Gletscher”, tinha FPS 2. Era o começo. O conceito foi adotado por autoridades de saúde e pela própria indústria cosmética e farmacêutica.

Mas a morenice ganhava terreno, sobretudo no Brasil. Nos anos 50, a beleza da mulher deu mais forma e cor à Bossa Nova, inspirando obras-primas da nossa música popular, como a antológica “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Morais e Tom Jobim. Incorporado à cultura jovem da época, o bronzeado tornou-se sinônimo de beleza e a excessiva exposição ao sol era um hábito comum entre as mulheres brasileiras. Essa moda vigorou até meados dos anos 70, quando foram publicados estudos sobre a ação nociva dos raios UVB e UVA sobre a pele.

Ser bela é ter saúde

A evolução das pesquisas transformou o conceito de beleza, que passou a dar total prioridade à saúde e ao bem-estar. Os avanços científicos permitiram o aperfeiçoamento dos filtros solares e o surgimento de diferentes princípios de proteção. Alguns filtros protegem a pele absorvendo a radiação, outros bloqueiam e refletem os raios e há os que agem das duas formas.

Hoje, homens e mulheres têm meios, afinal, para desfrutar dos benefícios do sol sem colocar a saúde em risco. E podem fazer isso aliando o uso de produtos confiáveis a atitudes conscientes, como respeitar horários apropriados, hidratar-se corretamente e proteger-se da incidência direta dos raios solares. Esta é a fórmula mais simples de atender ao desejo de beleza e preservar a saúde da pele.

Por Deisy de Assis Simões / Folie Comunicação

Fonte: Natura

 
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