Bronzeamento Artificial
Corpo bronzeado x Câncer
Ter uma pele bronzeada é o sonho de muitas mulheres. O bronzeamento artificial proporciona para muitas a realização desse sonho mesmo com a correria do dia-a-dia e a falta de tempo para freqüentar clubes e praias.
O efeito obtido através de camas e cabines de bronzeamento são cada vez mais procurados e aprovados pelas mulheres. Mas, desde que chegaram ao Brasil, as camas e cabines de bronzeamento artificial também tem gerando grandes polêmicas.
O bronzeamento articifial é feito gradativamente. Segundo os especialitas, é importante ir escurecendo a pele um pouco a cada dia, assim o resultado e a fixação são melhores. Porém, alguns dermatologistas alertam sobre os riscos do envelhecimento precoce e até câncer de pele.
A esteticista Pâmela Daina Mendes, da Clínica Corpo e Saúde, afirma que não utiliza o bronzeamento artificial justamente por ele poder provocar câncer. "Utilizamos o 'Jet Bronze'. É uma outra forma de bronzeamento que dura de cinco a sete dias. É um bronzeamento rápido e utilizado mais para ocasiões especiais. Utilizamos o pigmento dihidroxe-acetona para dar cor a pele.", disse a esteticista.
Para quem pensa em utilizar este processo de bronzeamento é bom saber que são necessários cuidados com a pele depois que ela começar a desbotar, pois podem surgir manchas na pele. "Eu indico que se faça uma esfoliação no corpo depois do 'Jet Bronze', a menos que a pessoa consiga retirar todo o pigmento com a bucha durante o banho", finalizou a esteticista.
Como funciona o bronzeamento artificial:
As camas de bronzeamento artificial possuem uma estrutura toda em acrílico transparente por onde passam as luzes vindas de diversas lâmpadas. As pressões das lâmpadas são divididas em alta, mista e de baixa intensidade. As camas possuem também lâmpadas especiais que geram 98% de luz ultravioleta A e 2% de ultravioleta B.
Os raios ultravioletas A, naturais ou não, possuem potencial carcinogênico, ou seja, podem provocar câncer de pele. Os efeitos dos raios não são visíveis imediatamente, porém, os danos da irradiação vão se acumulando e podem mostrar os sinais depois de 10 anos ou mais.
Riscos:
Os riscos são diversos. O mais perigoso é o câncer de pele, além de queimaduras, envelhecimento precoce da pele, danos na retina, formação de cataratas, supressão do sistema imunológico e danos ao sistema vascular.
"O bronzeamento é como o sol. Não pode ser feito todos os dias, pelo ano inteiro. É necessário que seja feito sessões de 15 minutos em intervalos de um dia sim e outro não, em até 10 sessões. Após as 10 sessões é indicado que faça apenas uma vez por semana para manter a cor da pele, assim a pele fica bronzeada sem que se corra riscos.", comentou a estecista Sônia Astolphi, da Clínica Sônia Estética. Benefícios:
Sônia apontou também os benefícios do bronzeamento artificial, que segundo ela são o controle do tempo de exposição, bronzeado uniforme, gradativo e duradouro, estimulação da síntese de vitamina D (que previne a osteoporose), relaxamento físico e mental, tratamento de acne, psoríase e vitiligo, aumento das defesa naturais do organismo previnindo resfriados e reumatismo e estimulação do hormônio sexual.
"As pessoas com pele muito clara podem fazer o bronzeamento artificial para se preparar para o sol. Assim quando sair no sol não vai sofrer tanto com a pele vermelha e também não vai descascar", finalizou a esteticista.
| Colaborou com esta matéria a esteticista Pâmela Daiana Mendes, da Clínica Corpo e Saúde, contato através do telefone 3406.9563. E também a esteticista Sônia Maria Astolphi, da Clínica Sônia Estética, contato através do telefone 3462.4238. |
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Americana Digital
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