Entenda a importância de investir na integração de processos da sua empresa

Integração de Processoas

Nenhum empresário ou empreendedor pode ignorar o papel da modernização no desempenho atual das empresas, seja ele da área de pequenos e médios negócios, seja dono de uma grande corporação. 

De todos os pontos indispensáveis desse universo do planejamento, a integração de processos é certamente um dos mais importantes.

De fato, foi-se o tempo em que bastava investir em mais funcionários para ampliar o alcance de um serviço que se presta, ou investir em máquinas para aumentar o volume diário de produção.

 Atualmente é preciso racionalizar os processos, ter uma microvisão bem detalhada sem perder a macrovisão e o alcance do conjunto.

Qualquer desperdício que houver de energia, tempo ou recursos, certamente pode acabar inflando o valor de um produto ou implementação. Lá na frente isso significará um aumento nos valores de venda e de mercado, e eis que a concorrência aparecerá como uma sombra, por conseguir praticar um preço melhor com um produto/serviço igual.

Então você pode estar se perguntando: e existe modo de manter uma produção tão alinhada, com produtos de qualidade e que no final não custem mais caro do que o da concorrência? A verdade é que sim, existe uma maneira: por meio da integração.

A integração empresarial passa por várias etapas, tais como:

  • Identidade e cultura corporativas;
  • Comunicação e endomarketing;
  • Unificação e reestruturação de projetos;
  • Automação de softwares e afins, etc.

Ou seja, ter o domínio total dos processos e racionalizar ou verticalizar as operações é algo que exige desde alinhamento e reuniões, softwares e tecnologias propriamente ditas.

Portanto, se você quer ficar por dentro desse universo incrível e importante para um negócio moderno, siga conosco na leitura deste post!

Por que integrar e qual a riqueza de uma empresa?

Como vimos acima, a palavra da vez é simples: controle.

Além da centralização de informações e processos, hoje o controle corporativo se traduz por meio de vários conceitos e práticas, transformando as empresas em algo como um organismo vivo. Se qualquer parte dele está deficiente, todo o resto sofrerá esse impacto de algum modo, por mais que no começo não pareça.

Atualmente a confiabilidade e a sustentabilidade de um negócio se expressam por meio da capacidade de não apenas controlar os processos de cima a baixo, mas de fazê-lo em tempo real e por meio tanto de ferramentas tecnológicas quanto de capital humano.

De fato, por mais industrializada e específica que uma empresa seja, como uma fábrica que lida com detectores de radiação ionizante, ou com qualquer outra coisa muito técnica, é um erro imaginar que tudo se limita a tecnologia, máquinas e equipamentos.

Vivemos a época do capital intangível. Nesse formato de negócio, uma empresa não vale apenas pelos seus ativos tangíveis, pelas máquinas que tenha em estoque ou produtos estocados. 

Ela vale por sua capacidade de gerar riqueza, ou seja, por sua cultura e domínio dos processos operados tanto por máquinas quanto por pessoas.

Se a empresa lida com manutenção de válvulas, por exemplo, esse capital humano não está apenas nos técnicos que operam o serviço. De modo algum, pois uma cultura corporativa precisa enraizar-se desde os diretores até a recepcionista.

Tudo começa na identidade e cultura do negócio

Como vimos acima, de nada adianta investir em hardwares e softwares altamente tecnológicos se o capital humano não estiver alinhado, colocando todos na mesma página, com os mesmos valores de operação, gestão e crescimento.

Não pense, porém, que isso se limita ao famoso “Missão, visão e valores” que hoje nós podemos encontrar no site/mural de qualquer empresa.

A cultura corporativa e a identidade de uma empresa vão muito além, e são fundamentais para que uma integração de processos e centralização de informações possa chegar a trazer seus resultados.

Se a empresa trabalha com manutenção tubulação de gás, por exemplo, a missão e os valores precisam ir muito além do cuidado que os funcionários devem ter por lidarem diariamente com materiais explosivos, contaminantes e daí por diante.

Algumas empresas chamam seus princípios de “decálogo”. Não por exagero, mas no sentido de que eles realmente serão o norte sobre qual é o sonho da empresa, a visão de curto, médio e longo prazo, a visão de crescimento, hierarquia e promoção de colaboradores, entre outros pontos fundamentais.

Sem um plano de carreira bem desenhado e honesto, por exemplo, dificilmente você conseguiria conquistar bons funcionários e ter a dedicação total deles. 

Um colaborador pode entrar “por baixo”, como se diz, fazendo algo como aferição de equipamentos, ou qualquer outro serviço operacional. Mas nada o impede de crescer sem limites.

Hoje em dia uma empresa sem plano de carreira é vista com maus olhos pelos colaboradores que se candidatam às vagas e processos seletivos de recrutamento.

De fato, um funcionário insatisfeito não se dedica 100%. O que certamente pode, mais hora, menos hora, impedir a corporação como um todo de conseguir a tão sonhada centralização das informações e integração dos processos.

Você já tinha ouvido falar em endomarketing?

Do que foi dito acima, ficou claro que “integração de processos” não tem a ver apenas com tecnologia e softwares de controle de números, estatísticas e afins.

O tão almejado controle, sem o qual a empresa começa a entrar em uma espiral de desperdício de recursos/tempo que pode significar sua falência, visa a trazer para o horizonte algumas questões mais diretas e até mesmo mais humanas, tais como:

  • Uma coerência de rotinas;
  • A transparência das operações;
  • O alinhamento de tarefas;
  • A harmonia nas hierarquias;
  • Metas claras e atingíveis, etc.

Tudo isso caberia com facilidade sob o guarda-chuva do que se convencionou chamar endomarketing, ou marketing interno, que é o esforço que uma empresa faz por tornar seus próprios funcionários os primeiros beneficiados do negócio, antes ainda dos clientes.

Se uma empresa trabalha com montagem de placas eletrônicas, por exemplo, mas um funcionário dela conhece alguém que precisa do serviço e indica a concorrência, certamente essa marca não “vai bem das pernas”, como dizem. 

Ou seja, existem erros estruturais que fazem os próprios colaboradores desacreditarem da solução, e da corporação como um todo.

Só o que pode garantir transparência, alinhamento, harmonia e coerência nas operações diárias é a sinceridade e o esforço autêntico. 

O marketing interno usa de várias estratégias para garantir essas frentes, tais como planos de carreira reais, reuniões constantes, espaço para os funcionários criticarem (por meio de pesquisas e afins), etc.

A importância dos processos e da automação

O que se costuma dizer na área de estudo de culturas corporativas, integração de processos e centralização das informações e estratégias, é que nenhuma empresa chega a um patamar sólido e confiável fazendo “remendos”.

Por isso mesmo, encarar os processos de modo extremamente profissional é algo indispensável. Ter de fazer ajustes rotineiros é algo normal, às vezes positivo até. 

O que não faz sentido é viver mudando o modus operandi, de tal modo que os próprios colaboradores geralmente não sabem como será seu trabalho na semana que vem.

Dizendo assim pode parecer engraçado, ou estranho, porém esta é a realidade de muitas empresas: os próprios funcionários têm receios e não sabem dizer como será o dia de amanhã, pois tudo está sempre mudando.

Por exemplo, se a empresa trabalha com chapa metálica perfurada, ela precisa ter um processo muito bem alinhado em termos de como será o recebimento do material a ser trabalhado, quais as etapas que precisam ser cumpridas segundo a variedade de materiais, e como será a finalização, entrega e pós-venda.

O que a empresa não pode fazer é confundir as etapas, agir como prestadora de serviço por um tempo e depois, sem redesenhar a estratégias, começar a agir como fabricante ou distribuidora. 

Isso é muito comum: o retorno desejado não veio, então a empresa começa a mudar a estratégia, porém tudo às pressas, sem reuniões, sem estratégia, apenas sobrecarregando o pessoal do operacional, que no fundo acaba não entendendo nada.

Outro exemplo seria o de equipamentos para terraplenagem. Uma empresa pode começar fabricando esse maquinário, porém se a crise vem e o resultado não, ela muda para o reparo dos materiais já vendidos, depois, quem sabe, torna-se uma revendedora, etc.

Aí é que entra, justamente, o papel da automação industrial, dos softwares de controle e da tecnologia na integração de processos, como modo de evitar tais dispersões. 

E agora sim é preciso focar no incrível papel da TI (Tecnologia da Informação).

Uma vez que a equipe esteja alinhada com a liderança, em termos de operação, e a liderança com a diretoria, em termos de estratégia, é hora de focar a automação e amarrar todas as pontas soltas.

A padronização, a coleta de dados e a administração digital remetem à maior revolução das últimas décadas. Por exemplo, o setor de paradas de manutenção industrial existe há séculos, tanto o  térmico quanto o acústico.

Porém, com o conceito de Indústria 4.0, de Internet das Coisas, de hospedagem na nuvem e etc., a integração de processos que uma operação dessas pode atingir atualmente é enorme. O que inclusive tem permitido às empresas da área a internacionalização.

Sendo assim, a empresa que não cumpre com todas essas exigências humanas e tecnológicas, certamente não atingirá uma boa centralização e integração de processos, com o que estará colocando sua própria história e existência no mercado em risco.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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