Extintores de Incêndio: Dicas Para a Sua Conservação

extintores de incêndio

Os extintores de incêndio são conhecidos equipamentos para prevenção e proteção contra fogo, sendo obrigatórios em edificações, canteiro de obras, estabelecimentos comerciais, entre outros locais, de acordo com a norma NR 18 da Associação Nacional de Normas Técnicas (ABNT).

A principal função dos extintores é oferecer condições para a segurança do trabalho, sendo possível controlar ou extinguir os princípios de incêndios em casos de emergência. Por conta disso, eles são indispensáveis no projeto de prevenção e combate a incêndio.

No entanto, para manter a excelência e a qualidade de acionamento dos extintores, ou seja, para que eles sejam eficientes no combate aos focos de incêndio, é fundamental manter os equipamentos em boas condições de uso.

Para isso, vale a pena realizar a manutenção dos extintores e tomar os devidos cuidados.

Além do mais, é indispensável verificar as condições dos demais acessórios de prevenção e combate a incêndio, como o equipamento de pressurização de escadas, mangueiras, entre outros.

O artigo de hoje vai trazer algumas dicas para a conservação de extintores de incêndio. Acompanhe a leitura e saiba mais sobre o assunto!

Conheça os principais tipos de extintores de incêndio

Em primeiro lugar, vale dizer que existem vários tipos de extintores de incêndio disponíveis no mercado.

Por isso, ao procurar por extintor de incêndio comprar com qualidade, devemos levar em consideração as necessidades do local e o projeto de de prevenção, já que cada extintor é voltado para uma origem diferente do fogo.

Abaixo, confira quais são os principais modelos de extintores de incêndio.

Extintor de pó químico

O extintor de pó químico é usado para combater o foco de incêndios da classe B, ou seja, envolvendo líquidos e combustíveis inflamáveis, como a gasolina.

O pó químico funciona como um agente que “abafa” a combustão e, com isso, impede a reação em cadeia causada pelo fogo.

Extintor de gás carbônico

O extintor de gás carbônico é indicado para incêndios com origem em equipamentos eletrônicos (classe C).

Isso porque o gás carbônico não conduz eletricidade, evitando que o incêndio se propague para outros lugares.

Porém, o extintor de gás carbônico pode ter uma ação asfixiante, por isso, o seu uso não é recomendado em locais com ambientes fechados, sem ventilação, ou estabelecimentos muito pequenos.

Normalmente, algumas recomendações sobre a utilização do equipamento constam na etiqueta de segurança do extintor.

Extintor de água

O extintor de água é destinado para os incêndios em madeira, papel, tecido e outros materiais sólidos (classe A). O funcionamento é semelhante ao do extintor de gás carbônico, ou seja, por resfriamento e abafamento, em certos casos.

Contudo, a água não pode ser usada para incêndios oriundos de equipamentos elétricos ou eletrônicos.

Extintor de halon

O halon (hidrocarboneto halogenado) é um composto químico formado pelos principais halogênios: o flúor, o cloro, bromo e iodo.

Essa substância tem uma alta capacidade de extinção de fogo, já que ela rompe o surgimento dos radicais livres que se regeneram na combustão. Por isso, ele é indicado para incêndios com origem em equipamentos elétricos.

A principal vantagem do extintor de halon é a ausência de resíduos. No entanto, este tipo de extintor foi banido pelo Protocolo de Montreal, visto que os halogênios são extremamente nocivos para o meio ambiente, em especial para a camada de ozônio.

Extintor NAF

O extintor NAF é um substituto do halon, também indicado para focos de incêndio com origem elétrica ou eletrônica.

O NAF é formado por 2,2-dicloro-1,1,1-trifluoroetano ou HCFC-123, sendo um haloalcano muito usado em processos de refrigeração.

A grande vantagem do NAF é que ele é um agente limpo, ou seja, não deixa resíduo e, ao mesmo tempo, tem baixa toxicidade, não prejudicando a camada de ozônio.

4 cuidados com a conservação e manutenção dos extintores de incêndio

As primeiras recomendações quanto aos extintores de incêndio dizem respeito aos cuidados que o estabelecimento deve ter com a instalação e identificação dos equipamentos.

Todos os locais devem sempre usar placas de sinalização fotoluminescente para identificar onde os extintores estão expostos.

Além disso, vale a pena investir no treinamento de brigada para que as pessoas saibam como usar os extintores.

Além disso, não se pode obstruir o acesso aos extintores ou hidrantes. Outras dicas são:

  • Não retirar lacres, etiquetas ou selos colocados nos extintores;
  • Não mexer nos extintores sem necessidade;
  • Fazer a revisão periódica dos equipamentos;
  • Verificar as condições dos extintores, sempre que necessário.

Confira outras recomendações para os cuidados com os extintores de incêndio.

1 – Cuidados na instalação

A instalação dos extintores de incêndio irá depender das metragens de cada estabelecimento.

Em locais de alto risco, a instalação não pode passar de 10 metros, fazendo o cálculo da distância máxima a ser percorrida por uma pessoa até o extintor.

Em locais de baixo risco, essa distância pode chegar a 25 metros.

Para os locais de riscos isolados, o ideal é instalar extintores independentemente da proteção geral, com foco nos espaços específicos, como casas de máquinas e caldeirarias.

O extintor deve, obrigatoriamente, ser instalado na parede ou no chão, desde que apoiado em um suporte adequado. O local deve ser sinalizado com uma placa.

Nos estabelecimentos com piso rústico, a instalação do extintor deve acompanhar também uma marcação no revestimento.

2 – Cuidados na conservação

Os extintores de incêndio não podem apresentar sinais de ferrugem, ou ter o reservatório amassado.

Quando estes equipamentos estiverem em áreas abertas, sujeitos às intempéries e demais condições agressivas, eles devem ser protegidos com uma capa.

Para evitar possíveis alterações no reservatório, recomenda-se a instalação em um suporte para extintor de chão ou de parede.

3 – Cuidados na inspeção

É fundamental realizar manutenção e inspeção periódicas nos extintores de incêndio, para assegurar que os equipamentos permanecem em condições favoráveis de uso.

Para isso, é necessário verificar alguns pontos, incluindo a pressão de carga do agente extintor.

O ponteiro deve estar estar sobre a faixa verde. Caso contrário, é preciso fazer a recarga do extintor, trabalho realizado por uma empresa especializada.

Aliás, o extintor de incêndio só deve ser inspecionado e passar por manutenções por empresas certificadas, isto é, que possuam Certificado de Capacitação Técnica, emitido por um Organismo de Certificação de Produto (OCD), com credenciamento junto ao INMETRO.

Todos os projetos de combate e prevenção de incêndio devem ter um auto de vistoria do corpo de bombeiros, que atesta a sua eficiência.

Para os extintores a base de água ou pó químico, recomenda-se a inspeção anual. Para os equipamentos de gás carbônico, a cada 6 meses.

Vale dizer que inspeção não é sinônimo de recarga do extintor. Não se deve abrir o extintor, pois não há substituição do anel de plástico amarelo e do selo de conformidade ou de manutenção. A recarga somente é feita por recomendação do fabricante, ou após o uso.

4 – Cuidados na manutenção

Todos os tipos de extintores devem passar por manutenção geral a cada 5 anos, para a troca da carga e teste hidrostático, entre outros exames necessários para atestar a capacidade do equipamento.

Esta manutenção somente deve ser feita por empresa autorizada no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.

Qualquer estabelecimento com extintores, desde uma distribuidora de produtos de limpeza, até bares e restaurantes, deve fazer essa inspeção.

Depois de passar pela manutenção e inspeção, é importante exigir a Ordem de Serviço, devidamente assinada e preenchida pelo técnico responsável, constando a relação de peças trocadas, bem como da nota fiscal.

Desse modo, é possível garantir a qualidade do serviço de manutenção e os direitos do consumidor.

Conclusão

Os extintores de incêndio são equipamentos indispensáveis para os projetos de prevenção e combate a propagação de fogo.

Não é à toa que eles aparecem como itens obrigatórios em inúmeros estabelecimentos, especialmente os com grande fluxo de pessoas, como bares, restaurantes, cinemas, condomínios e empresas.

Além disso, alguns extintores também estão presentes em automóveis, evitando assim que acidentes mais graves ocorram durante o superaquecimento de motores, ou colisões.

No entanto, para que os extintores de incêndio operem com eficiência, é indispensável que eles passem frequentemente por revisões e manutenções periódicas, bem como inspeções que atestem a qualidade de funcionamento.

Vale ressaltar a importância de assegurar a inviolabilidade do lacre de segurança, sendo permitida somente durante o uso emergencial.

Ademais, todos os processos de manutenção e inspeção dos extintores de incêndio devem ser realizados por uma empresa devidamente certificada, ao lado de profissionais qualificados para o trabalho de cuidados com equipamentos de proteção e contenção dos incêndios.

Com isso, é possível ter a completa segurança com os extintores de incêndio e, ainda, cumprir os protocolos obrigatórios do corpo de bombeiros, em conformidade com os projetos de combate a incêndio.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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